# Suzano registra 8.586 inadimplentes em março; valor médio da dívida sobe para R$ 412, diz ACE

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- Published: 2025-04-20T16:25:29-03:00
- Author: fofoqueimogi

O número de consumidores com contas em atraso em Suzano chegou a 8.586 no mês de
março, segundo levantamento da Associação Comercial e Empresarial (ACE) da cidade.
Além do alto número de inadimplentes, o valor médio das dívidas também apresentou
crescimento.

De acordo com os dados da ACE, a dívida média dos suzanenses em março foi de R$ 
412. Esse valor representa um aumento de R$ 32 em relação ao mês anterior, fevereiro,
quando a média girava em torno de R$ 380, conforme publicado pelo DS (Diário de 
Suzano) na época. O banco de dados da entidade também permitiu traçar um perfil 
parcial dos devedores: 52% se declaram homens e 48%, mulheres, não sendo possível
detalhar faixas etárias ou outros dados.

Embora o valor médio da dívida tenha subido localmente, o cenário nacional da inadimplência,
medido pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação
Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostrou estabilidade em 
março. A parcela de famílias brasileiras com contas em atraso permaneceu em 28,6%.

Curiosamente, essa estabilidade na inadimplência ocorreu mesmo com um aumento no
número de famílias endividadas (com qualquer tipo de dívida a vencer) pelo segundo
mês consecutivo. Pouco mais de 77% das famílias relataram ter dívidas, o maior patamar
desde setembro de 2024.

Felipe Tavares, economista-chefe da CNC, analisa o cenário nacional: “A deterioração
do quadro macro vem afetando a confiança das famílias brasileiras sobre o cenário
da economia brasileira e, com isso, as famílias estão se endividando, mesmo que 
com taxa de juros maiores e prazos menores”.

A pesquisa da CNC traz outros dados relevantes sobre o comportamento do endividamento
no país. O percentual de famílias que relataram não ter condições de pagar dívidas
já vencidas recuou para 12,2%, e a projeção é que essa tendência continue ao longo
do ano. Além disso, o tempo de inadimplência parece estar diminuindo: menos da metade(
pouco menos de 50%) dos inadimplentes estão com dívidas atrasadas há mais de 90 
dias, o menor nível desde maio de 2024. O prazo total das dívidas também caiu, com
menos famílias (34,4%) comprometidas por mais de um ano, o menor índice desde agosto
de 2024. O maior avanço do endividamento ocorreu entre as famílias de menor renda(
até três salários mínimos).
