Apesar do cenário de queda, Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba seguem como os motores da região; quatro cidades fecharam o ano no “vermelho”.
O ano de 2025 terminou com um gosto amargo para quem acompanha os índices de empregabilidade no Alto Tietê. Segundo os dados oficiais do Caged, o saldo de novos empregos na região sofreu uma retração drástica de 64,7% em comparação ao ano de 2024. A desaceleração atingiu quase todos os municípios, mudando o cenário de otimismo que se via anteriormente.
Líderes de vagas, mas em ritmo lento
Mesmo com a queda geral, Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba continuam sendo as cidades que mais contratam na região, embora em números muito menores que os do ano passado:
- Mogi das Cruzes: Manteve o posto de maior geradora de empregos, com um saldo positivo de 1.833 vagas. No entanto, o tombo é visível quando comparado às 5.197 vagas abertas em 2024.
- Itaquaquecetuba: Registrou 1.438 novos postos, uma queda significativa em relação aos 2.354 empregos gerados no período anterior.
O avanço do saldo negativo
O dado que mais preocupa economistas e moradores é o aumento no número de cidades que perderam postos de trabalho. Em 2024, apenas uma cidade da região havia fechado no negativo; em 2025, esse número subiu para quatro cidades:
- Poá: O revés mais impactante. Saiu de um saldo positivo de 716 vagas para um déficit de 284 postos.
- Suzano: Também sentiu o golpe, passando de 1.239 vagas positivas para uma perda de 217 vagas.
- Biritiba-Mirim: Fechou o ano com -170 postos.
- Santa Isabel: Encerrou com saldo negativo de -87.
A exceção: Guararema resiste
Na contramão de toda a região, Guararema foi a única cidade a apresentar um crescimento, ainda que tímido. O município saltou de 264 vagas em 2024 para 271 em 2025, mostrando resiliência econômica mesmo diante da crise regional.
Créditos de Informação: Dados do Caged / Ministério do Trabalho e Emprego / G1 Alto Tietê. Crédito de Imagem: Divulgação / Prefeitura de Mogi das Cruzes.
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