Guarulhos

Capoeira em festa: Guarulhos celebra pela primeira vez o Dia do Mestre e da Mestra Capoeirista

Data oficializada por lei reconhece a importância histórica e social dos profissionais que mantêm viva a tradição afro-brasileira na região.

O calendário cultural de Guarulhos ganhou um reforço de peso. No último domingo, 8 de fevereiro, a cidade celebrou oficialmente o primeiro Dia do Mestre e da Mestra Capoeirista. A data foi instituída pela Lei nº 8.427/2025 e marca o reconhecimento institucional de uma das manifestações mais emblemáticas da identidade brasileira.

Mais do que uma simples data comemorativa, a lei reafirma o compromisso do município com a preservação da capoeira, que mistura luta, dança, música e resistência.

O significado do título de “Mestre”

Na roda de capoeira, o título de mestre ou mestra não é apenas uma graduação esportiva. É o ápice de uma jornada de décadas dedicada ao aprendizado e à comunidade. Segundo a tradição:

  • Transmissão de Saberes: O mestre é responsável por passar adiante a história, a musicalidade (berimbau, atabaque e cantigas) e a disciplina.
  • Referência Social: Estes profissionais atuam em projetos sociais, escolas e bairros periféricos, servindo como guias para crianças e jovens.
  • Patrimônio Vivo: A preservação da capoeira depende da oralidade e da convivência entre gerações, pilares sustentados por esses mestres.

Força da Capoeira em Guarulhos

A cidade possui uma rede vibrante de capoeira, com grupos e coletivos espalhados por diversas regiões. A Liga da Capoeira de Guarulhos tem sido peça fundamental nessa articulação, defendendo a modalidade como uma ferramenta de inclusão social e formação cidadã.

A presença da capoeira em espaços públicos e equipamentos culturais ajuda a fortalecer a cultura popular e a manter viva a memória de resistência que nasceu no Brasil colonial, no século XVI, como forma de autodefesa e liberdade das pessoas escravizadas.

Você sabia?

A capoeira foi desenvolvida principalmente por pessoas de origem banto. Para disfarçar o treinamento de combate dos “capitães do mato” e senhores de engenho, os escravizados adicionaram música e elementos coreográficos, transformando a luta em uma dança ritualizada que hoje é respeitada mundialmente.

Crédito da Imagem: Divulgação / Prefeitura de Guarulhos

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