Com “selo de qualidade” e catálogo via emojis, organização entregava entorpecentes por motoboy e exigia código de conduta dos clientes
Uma investigação minuciosa de meses culminou na prisão do suspeito de chefiar uma rede de tráfico de drogas que operava com um disfarce inusitado na Grande São Paulo. O grupo utilizava redes sociais para se passar por uma confeitaria, mas o “cardápio” real incluía desde skunk e êxtase até substâncias concentradas como a “meleca”.
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão no Alto Tietê e na Zona Leste da capital. Segundo a polícia, o esquema era profissionalizado: as drogas tinham “chancela de qualidade” e a base física da operação funcionava escondida em uma loja de assistência técnica de celulares, usada para lavar o dinheiro recebido via Pix.

Regras rígidas para os usuários
Para manter o esquema longe do radar da polícia, os traficantes impunham um rigoroso código de conduta aos compradores:
- Sigilo total: Proibido passar o contato da “loja” para terceiros.
- Apagar rastros: Mensagens deveriam ser deletadas imediatamente após a compra.
- Agendamento: As entregas por motoboys tinham horários específicos e pedidos prévios.
- Indicação: Clientes novos precisavam provar quem os indicou para serem atendidos.
Catálogo e preços
Os produtos eram anunciados com artes elaboradas e emojis de doces para mascarar o conteúdo. Os preços variavam de R$ 30 (balas especiais) a mais de R$ 80 (concentrados). A rede de distribuição era vasta, atendendo diversas cidades da Região Metropolitana e a capital através de aplicativos de entrega.
Próximos passos
De acordo com o delegado Luiz Romani, o foco agora é a quebra do sigilo bancário dos envolvidos. A polícia quer rastrear o destino do faturamento alto e identificar os fornecedores que estão no topo da pirâmide de distribuição.
Imagens: Divulgação / Polícia Militar
O que você achou dessa criatividade (para o mal) dos criminosos? Fica o alerta: nem tudo que parece doce nas redes sociais é o que parece! 👇


