A saúde pública de Suzano tem avançado para além das paredes das unidades básicas e hospitais. Por meio do programa “Melhor em Casa”, a prefeitura realiza uma média de 200 atendimentos domiciliares por mês, beneficiando cerca de 60 pacientes que necessitam de cuidados contínuos e especializados, mas que podem permanecer no conforto de seus lares.
A iniciativa, realizada em parceria com o Ministério da Saúde, foca na desospitalização, liberando leitos hospitalares para casos agudos enquanto garante uma assistência técnica rigorosa e humanizada na casa do cidadão.
Uma Equipe Completa na Porta de Casa
O diferencial do programa é a Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar (Emad), que oferece um cuidado integral. O corpo técnico é formado por:
- Médico clínico geral;
- Enfermeiros, técnicos e auxiliares;
- Fisioterapeuta e fonoaudióloga;
- Nutricionista.
Além das visitas, o serviço realiza cerca de 250 procedimentos mensais, que incluem desde curativos complexos e administração de medicação na veia até a coleta de exames e cateterismo. O programa também garante cerca de 25 remoções mensais para pacientes que precisam comparecer a consultas eletivas agendadas.
Quem Pode Participar e Como Acessar?
O “Melhor em Casa” é voltado para pacientes acamados, pessoas em cuidados paliativos ou que dependem de suporte respiratório e medicação endovenosa.
O fluxo de atendimento funciona da seguinte forma:
- Encaminhamento: O paciente deve ser indicado por hospitais, Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou pela Rede de Urgência (UPAs).
- Avaliação Técnica: A equipe Emad visita o paciente para verificar se ele preenche os critérios de elegibilidade do Ministério da Saúde.
- Admissão: Uma vez aprovado, o paciente recebe um cronograma de visitas e a família é treinada para auxiliar nos cuidados diários.
Eficiência e Humanização
O secretário municipal de Saúde, Diego Ferreira, ressalta que o programa é uma estratégia de gestão inteligente. “O atendimento domiciliar reduz os riscos de infecções hospitalares e traz conforto à família, além de otimizar a utilização dos leitos na cidade. É uma política que une planejamento e carinho com o paciente”, pontuou.
O foco não é apenas clínico, mas social: os profissionais criam vínculos com as famílias, orientando cuidadores e garantindo que o tratamento respeite o contexto e a dignidade de cada morador.
Serviço
- Público-alvo: Pacientes com quadros clínicos graves que exigem assistência frequente, mas estável.
- Encaminhamento: Via UBS de referência ou hospitais da rede pública.
Créditos das fotos: Gabriel Lima/Secop Suzano e Wanderley Costa/Secop Suzano


