A Guarda Civil Municipal (GCM) de Suzano, através do seu Grupamento de Proteção Ambiental (GPA), deu um golpe no descarte irregular de resíduos na última terça-feira (17/02). A ação ocorreu por volta do meio-dia, em uma área sensível nas proximidades da Estrada dos Fernandes e do Rio Guaió, no bairro Parque Santa Rosa.
A região já estava sob a mira dos agentes após denúncias frequentes de que o local vinha sendo usado como lixão clandestino.
Flagrante e Justificativas Vazias
Durante o patrulhamento, a equipe abordou um caminhão no momento exato em que o descarte era realizado. O motorista e o passageiro alegaram que apenas seguiam ordens do responsável pelo terreno, que teria garantido a legalidade da operação.
Um terceiro indivíduo compareceu ao local e tentou justificar o crime, afirmando que a área funcionava como um “bota espera” (transbordo de materiais). No entanto, ao ser solicitada a documentação de autorização ambiental, nenhum comprovante foi apresentado.
Danos ao Ecossistema e Georreferenciamento
A inspeção no local revelou uma cena de degradação: grandes quantidades de ferro, pneus e outros resíduos sólidos espalhados pelo solo. Através de um sistema de georreferenciamento, o GPA confirmou que a área é classificada como Zona de Ocupação Controlada 2, o que exige licenças rigorosas para qualquer tipo de intervenção.
O caso foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Central de Suzano. Os três envolvidos e o caminhão foram apreendidos, e a ocorrência foi registrada com base na Lei Federal 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais).
O que diz a lei?
Os suspeitos podem responder pelo Artigo 54, que criminaliza a poluição capaz de:
- Causar danos à saúde humana;
- Provocar a morte de animais;
- Destruir significativamente a flora local.
Compromisso com o Patrimônio Ambiental
O secretário municipal de Segurança Cidadã, Francisco Balbino, ressaltou que o combate a esses descartes é uma questão de saúde pública.
“Descartes irregulares trazem riscos não só para os animais e a flora local, mas para a população afetada pelos danos ao solo e à água. Combater o crime de poluição é proteger o patrimônio ambiental do município”, afirmou o secretário.
Crédito da foto: Divulgação/Secop Suzano


