Equipamento de saúde começa a receber pacientes do programa Mãe Mogiana a partir de 25 de maio; ampliação dos serviços ocorrerá em etapas até setembro.
A rede de saúde de Mogi das Cruzes ganha um reforço histórico com a abertura da Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança. O novo complexo, que conta com uma infraestrutura moderna de 8 mil m², inicia suas atividades de forma escalonada para garantir a segurança clínica e a excelência no acolhimento das famílias mogianas.
Cronograma de ativação dos serviços
A Prefeitura de Mogi das Cruzes estabeleceu um plano de transição técnica para que a unidade atinja sua capacidade plena de forma sustentável:
- 25 de Maio: Início do ciclo ambulatorial. O foco inicial será o público do programa Mãe Mogiana, oferecendo consultas especializadas, exames, banco de leite e suporte multidisciplinar em áreas como nutrição, psicologia e pediatria.
- Agosto: Fase de expansão com o início dos partos de baixo risco (agendados). Neste período, entram em operação a UTI Neonatal e o sistema de alojamento conjunto.
- Setembro: Operação total. A unidade passará a oferecer o Pronto Atendimento Obstétrico 24h e terá estrutura para realizar partos de alto risco, consolidando-se como referência regional.
Infraestrutura e capacidade de atendimento
Gerida pelo Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a nova maternidade possui sete andares e 90 leitos. O projeto foi desenhado para humanizar o nascimento, contando com salas de pré-parto, parto e pós-parto (PPP) e quatro centros cirúrgicos.
A estimativa é que, em plena capacidade, o hospital realize até 400 partos mensais e cerca de 2 mil atendimentos de urgência obstétrica, aliviando a demanda da rede pública atual.
Transição com a Santa Casa de Misericórdia
Até que o novo hospital esteja em operação total, a Santa Casa de Mogi das Cruzes permanece como o pilar central dos atendimentos pelo SUS na cidade. Somente no primeiro trimestre de 2026, a instituição realizou 952 partos, reforçando a importância do planejamento cuidadoso nesta mudança.
Uma comissão técnica — composta pela Secretaria de Saúde, Santa Casa e o Instituto Oswaldo Cruz — monitora o processo desde março. O objetivo é assegurar que a transferência de serviços ocorra sem interrupções, mantendo a assistência de qualidade que a população mogiana exige.
Foto: Larissa Rodrigues/g1


