Investigação revela laboratório sofisticado capaz de produzir entorpecentes avaliados em R$ 40 mil o quilo; três suspeitos já foram detidos.
Uma ação estratégica da Polícia Civil resultou na descoberta de um sofisticado centro de produção de entorpecentes em Mogi das Cruzes. O galpão, equipado com tecnologia de ponta, era utilizado para o cultivo de variações valorizadas da cannabis, conhecidas no mercado ilegal pela pureza e ausência de processos químicos industriais.
Estrutura milionária e produtos de “luxo”
Segundo informações do policial Paulo Ribeiro, que integrou a ofensiva, o local abrigava uma estrutura estimada entre R$ 1 milhão e R$ 1,2 milhão. O investimento permitia a produção da “flor”, uma versão da droga que chega a ser comercializada por R$ 40 mil o quilo.
Além do cultivo, os agentes identificaram a manipulação do ICE, um tipo de entorpecente de alto custo e elevado grau de pureza. No local, foram apreendidos aproximadamente 15 quilos de material já processado e pronto para a distribuição.
Desdobramentos e prisões
A investigação avançou após a captura de um suspeito em São Bernardo do Campo, que atuaria na revenda dos produtos. A colaboração deste indivíduo permitiu que as equipes localizassem o endereço exato da produção em território mogiano.
Durante a incursão no galpão, duas mulheres foram presas em flagrante. De acordo com os registros policiais, elas admitiram participação no esquema, relatando que recebiam pagamentos mensais de R$ 20 mil para operar o local. Ao todo, a polícia já identificou quatro integrantes da organização criminosa.
Encaminhamento Judicial
As detidas e todo o material apreendido foram levados para a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Mogi das Cruzes. As autoridades seguem com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e mapear a rede de distribuição que se beneficiava da produção local.
Créditos: Divulgação / Polícia Civil


