Mogi das Cruzes sedia reunião do Plano de Manejo da APA da Várzea do Rio Tietê. Cidades do Alto Tietê e Capital alinham diretrizes de preservação e sustentabilidade.
A formulação de políticas públicas integradas voltadas à sustentabilidade regional avançou nesta quinta-feira (21/05), com a realização da Reunião Setorial – Região Leste do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) da Várzea do Rio Tietê. Sediado na Escola de Governo e Gestão de Mogi das Cruzes, o encontro de trabalho promoveu uma imersão técnica para o detalhamento de diretrizes ambientais revisadas e a coleta de propostas institucionais voltadas à consolidação do dispositivo de preservação.
A abertura dos trabalhos contou com o pronunciamento da secretária municipal do Clima e Meio Ambiente de Mogi das Cruzes, Patricia Cesare. Durante a acolhida aos representantes das demais localidades, a titular destacou o papel estratégico do manancial.
“O Rio Tietê é um patrimônio natural de Mogi das Cruzes e de todo o Estado de São Paulo. Sediarmos um fórum técnico desta relevância evidencia o compromisso em estruturar mecanismos modernos, eficientes e atualizados para salvaguardar nossos ecossistemas e a biodiversidade local”, ponderou a secretária.
Dinâmica técnica e cooperação regional
As atividades estenderam-se ao longo de todo o dia, divididas entre painéis expositivos, análise de dados coletados e dinâmicas em mesas temáticas de engenharia e gestão ambiental. A programação foi encerrada no final da tarde, após a consolidação dos relatórios do período.
O fórum faz parte do cronograma de retomada das deliberações do Plano de Manejo conduzido pela Comissão Temática de Biodiversidade, Florestas e Áreas Protegidas (CTBio) — órgão técnico de suporte ao Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). A iniciativa representa uma fase essencial no processo de engajamento participativo e validação legal da ferramenta de governança.
Legislação e desenvolvimento sustentável
Conforme estabelecido pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), o Plano de Manejo delimita o ordenamento territorial da unidade protegida, englobando suas zonas de amortecimento e respectivos corredores ecológicos. O principal desafio legal consiste em harmonizar a conservação ambiental à dinâmica socioeconômica das comunidades vizinhas.
Sob a ótica do planejamento de longo prazo, a concepção desse modelo não se restringe à compilação de relatórios técnicos. Trata-se de um ciclo contínuo de diagnósticos socioculturais, históricos e ecológicos que fundamentam a tomada de decisões compartilhadas entre o Poder Público e os agentes regionais.
Representação institucional
O evento em Mogi das Cruzes registrou forte representação política e técnica do Alto Tietê e da Região Metropolitana. Pela administração anfitriã, marcaram presença os secretários municipais João Francisco Chavedar (Planejamento e Urbanismo) e Romildo Campello (Habitação Social), junto à adjunta Silvana Zamai.
Também integraram os debates gestores, secretários e especialistas das prefeituras de Salesópolis, Biritiba Mirim, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba, Guarulhos e da capital paulista, demonstrando o alinhamento das cidades para o desenvolvimento sustentável da bacia hidrográfica.
Crédito das fotos: Divulgação/PMMC


