# Formação em Mogi das Cruzes debate práticas pedagógicas para o ensino antirracista

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- Published: 2026-05-24T14:35:47-03:00
- Author: fofoqueimogi

**_Educação de Mogi das Cruzes reúne 500 professores para palestra com Bárbara Carine
sobre ensino antirracista. Confira os projetos pedagógicos em destaque._**

O fortalecimento de práticas pedagógicas voltadas à igualdade e à valorização da
diversidade mobilizou a comunidade escolar de Mogi das Cruzes. Em uma iniciativa
conjunta entre a Secretaria Municipal de Educação e o Sesc Mogi das Cruzes, mais
de 500 educadores da rede pública se reuniram no auditório do Cemforpe para acompanhar
a palestra “Como ser um educador antirracista”, ministrada pela escritora, consultora
e professora doutora Bárbara Carine.

O encontro consolidou o espaço escolar como um polo de transformação e reflexão 
social, alinhando as diretrizes municipais às principais discussões contemporâneas
sobre relações étnico-raciais na infância.

### Alinhamento e políticas públicas integradas

As temáticas ligadas à educação decolonial e ao combate às desigualdades já fazem
parte do cronograma contínuo de qualificações do Departamento Pedagógico (DEPED).
O município vem estruturando de maneira sólida suas ações na área, o que inclui 
a adesão formal à Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-
Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ).

Mogi das Cruzes conta também com o Grupo de Trabalho e Estudo (GTE) para o Plano
de Políticas Antirracistas, instituído por decreto municipal, que assegura suporte
técnico, didático e institucional voltado ao desenvolvimento de metodologias inclusivas
em todo o território local.

### Referência nacional na pedagogia contemporânea

Bárbara Carine, conhecida no ambiente digital como “Uma Intelectual Diferentona”,
levou ao público a experiência acumulada em sua sólida trajetória acadêmica e de
mercado. Ela é idealizadora da Maria Felipa, a primeira escola afro-brasileira do
país, e autora de obras fundamentais como “Querido Estudante Negro” (finalista do
Prêmio Jabuti) e “Como ser um educador antirracista”, livro vencedor do Prêmio Jabuti
em 2024 na categoria Educação.

Durante a conferência, a palestrante expressou sua satisfação em colaborar com um
corpo docente que já desenvolve projetos práticos sobre o tema.

> “É uma satisfação enorme integrar essa complementação pedagógica em Mogi. É muito
> produtivo atuar em redes de ensino onde o debate já está em andamento, permitindo
> que caminhemos ombro a ombro na construção de soluções”, apontou a escritora.

Bárbara destacou ainda a função estrutural da escola no desenvolvimento social de
longo prazo. De acordo com a educadora, a transformação social exige movimentos 
concomitantes na saúde, na comunicação e na política institucional, mas a base escolar
é indispensável por preparar os profissionais que ocuparão esses futuros espaços
de decisão.

### Práticas escolares e expressões artísticas em exibição

O evento contou também com mostras práticas das atividades desenvolvidas diretamente
com os alunos da rede. O foyer do Cemforpe recebeu exposições de trabalhos pedagógicos
criados pelas equipes e estudantes das escolas municipais Antonio Nacif Salemi (
Alto do Ipiranga), Professora Guiomar Pinheiro Franco (Jardim São Pedro) e Professora
Maria Eugênia Fochi de Araújo (Parque Residencial Itapeti).

Complementando a imersão cultural, o público pôde conferir a exposição fotográfica“
Pin-ups pretas”, de autoria da fotógrafa May Rabello, que retrata a representatividade
de mulheres negras de Mogi das Cruzes e dos municípios vizinhos do Alto Tietê.

A atividade registrou a presença da secretária municipal da Mulher, Lívia Bolina;
da gerente do Sesc Mogi das Cruzes, Denise Mariano, e de sua adjunta, Ruth dos Santos;
além de membros dos conselhos municipais de Educação (CME) e de Promoção da Igualdade
Racial (COMPIR).

_Créditos das fotos: Divulgação/PMMC_
