Ação conjunta entre Estado, município e forças de segurança resulta na demolição de seis construções ilegais para proteger o sistema de abastecimento de água.
Força-tarefa fiscaliza loteamentos irregulares em Taiaçupeba, Mogi das Cruzes. Operação do GFI demoliu seis construções em área de manancial. Saiba mais.
Uma mobilização de larga escala coordenada pelo Grupo de Fiscalização Integrada do Alto Tietê Cabeceiras (GFI-ATC) foi deflagrada nesta terça-feira (26) no distrito de Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes. O objetivo central da iniciativa foi coibir o avanço de ocupações e loteamentos clandestinos em áreas de extrema relevância ecológica, culminando na desconstituição de seis edificações erguidas sem respaldo legal.






O comboio de fiscalização partiu no início da manhã da sede da Secretaria Municipal do Clima e Meio Ambiente. A operação estratégica reuniu especialistas de setores técnicos municipais e estaduais, além de corporações policiais especializadas no combate a infrações ambientais.
Preservação hídrica e ordenamento urbano
A ofensiva cumpre as diretrizes de monitoramento contínuo estabelecidas pela administração municipal para resguardar a integridade da Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais (APRM). Quase metade da extensão territorial de Mogi das Cruzes — cerca de 49% — é composta por bacias voltadas ao abastecimento público, com forte concentração nos distritos de Quatinga, Barroso e Taiaçupeba.
De acordo com Patricia Cesare, secretária municipal do Clima e Meio Ambiente, o foco da intensificação dessas vistorias interagências é assegurar de forma preventiva a qualidade e a capacidade produtiva das águas que abastecem os reservatórios locais. A região desempenha um papel crucial para o Sistema Produtor do Alto Tietê (SPAT), complexo hídrico do qual dependem milhões de cidadãos na Grande São Paulo.
“A atuação em parceria com os órgãos estaduais é fundamental para frear intervenções que coloquem em risco a biodiversidade e os recursos hídricos essenciais da nossa região”, pontuou a secretária, que acompanhou as frentes de trabalho ao lado de lideranças das pastas de Segurança e de órgãos de licenciamento do município.
Órgãos envolvidos no monitoramento
A estrutura institucional do GFI, vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, permitiu uma cobertura abrangente durante a ação. O monitoramento unificado e a contenção de danos contaram com a participação das seguintes entidades:
- Esfera Municipal: Departamento de Licenciamento e Fiscalização Ambiental, Patrulha Ambiental, Fiscalização de Posturas (Segurança) e Fiscalização de Obras (Planejamento e Urbanismo).
- Esfera Estadual e Policial: Polícia Militar Ambiental, Delegacia de Investigação de Crimes Ambientais, Cetesb, Creci e Diretoria de Proteção e Fiscalização Ambiental do Estado.
O monitoramento preventivo segue ativo em todo o distrito para desencorajar o comércio ilegal de terrenos e garantir o desenvolvimento sustentável da cidade.
Crédito da foto: Divulgação / PMMC


