# Mogi das Cruzes mantém equilíbrio fiscal e atinge R$ 850,7 milhões em receitas no quadrimestre

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- Published: 2026-05-28T07:25:00-03:00
- Author: fofoqueimogi

### Prestação de contas na Câmara Municipal demonstra solidez orçamentária, com investimentos em saúde e educação superando as metas constitucionais

**Meta Description:** Mogi das Cruzes arrecada R$ 850,7 milhões no 1º quadrimestre
de 2026. Gestão fiscal equilibrada mantém investimentos em alta e contas dentro 
da meta.

A saúde financeira de Mogi das Cruzes segue um ritmo de estabilidade e planejamento
rigoroso. Durante audiência pública realizada na Câmara Municipal, a Secretaria 
de Finanças apresentou o balanço consolidado do primeiro quadrimestre de 2026. Entre
janeiro e abril, o município registrou uma arrecadação total de R$ 850,7 milhões,
montante que equivale a 32% dos R$ 2,6 bilhões estimados para todo o exercício e
que valida o cumprimento estrito das metas previstas para o período.

Os principais motores da receita municipal foram a arrecadação própria e as transferências
constitucionais. O recolhimento de IPTU somou R$ 133,2 milhões, enquanto o ISS injetou
R$ 96,3 milhões nos cofres públicos. No âmbito dos repasses estaduais e federais,
os destaques ficaram com as cotas-partes do ICMS (R$ 147,6 milhões), IPVA (R$ 115,3
milhões) e os recursos vinculados do Fundeb (R$ 143,9 milhões).

### Aportes expressivos em áreas essenciais e controle de gastos

O relatório fiscal detalhado comprova que as prioridades sociais da administração
receberam destinações financeiras expressivas, superando largamente os pisos determinados
pela legislação nacional:

 * **Educação:** Foram empenhados R$ 294,6 milhões, representando 46,87% das receitas
   de impostos e transferências — índice muito superior aos 25% exigidos pela Constituição
   Federal.
 * **Saúde:** A pasta contou com a reserva de R$ 271 milhões, o que equivale a 43,12%
   do montante arrecadado, superando com folga o limite mínimo fixado em 15%.

A responsabilidade com os gastos estruturais também se refletiu no gerenciamento
da folha de pagamento do funcionalismo, que comprometeu apenas 37,23% da Receita
Corrente Líquida (RCL), mantendo a cidade distante do limite de alerta da Lei de
Responsabilidade Fiscal (48,6%). Paralelamente, a Dívida Consolidada fixou-se em
R$ 621 milhões, patamar correspondente a 27% da RCL dos últimos 12 meses, consideravelmente
abaixo do teto de 120% regulamentado pelo Senado Federal.

Segundo o secretário de Finanças, Robson Senziali, esse monitoramento diário do 
fluxo de caixa assegura o ritmo das benfeitorias urbanas e chancela conquistas importantes,
como a manutenção da nota A na avaliação da Capacidade de Pagamento (Capag), concedida
pela Secretaria do Tesouro Nacional para atestar a excelência da gestão mogiana.

### Desempenho operacional das autarquias

As entidades da administração indireta acompanharam o cenário de equilíbrio do Executivo.
O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) apurou faturamento de R$ 105,4 milhões
no quadrimestre, índice que reflete uma evolução real de 0,8% (já descontada a inflação)
sobre o mesmo intervalo do ano anterior. O diretor-geral da autarquia, José Luiz
Furtado, esteve presente na plenária para detalhar os balanços e responder às considerações
do Legislativo.

O Instituto de Previdência Municipal (Iprem), por sua vez, registrou o ingresso 
de R$ 84,1 milhões em receitas, cumprindo 29% das expectativas anuais sob a condução
do diretor-superintendente Luiz Fernando Prado de Miranda. As despesas empenhadas
pela autarquia previdenciária totalizaram R$ 72,9 milhões.

Seguindo as determinações vigentes na Lei de Responsabilidade Fiscal, a próxima 
rodada de prestação de contas e avaliação de metas programáticas, alusiva ao segundo
quadrimestre do ano, está programada para ocorrer ao final de setembro.

_Fotos: Julio Nogueira/Semae_
