# Sanidade animal: Campanha de vacinação contra a brucelose em bezerras entra na reta final em Mogi das Cruzes

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- Published: 2026-06-22T14:37:22-03:00
- Author: fofoqueimogi

### Com prazo de declaração até 30 de junho, Secretaria de Agricultura convoca produtores rurais para elevar índice vacinal do município e proteger rebanhos.

A Secretaria Municipal de Agricultura e Segurança Alimentar de Mogi das Cruzes emitiu
um alerta importante para os pecuaristas locais. A campanha de vacinação contra 
a brucelose em bezerras bovinas e bubalinas do primeiro semestre de 2026 está em
sua reta final. Os produtores rurais têm até o dia **30 de junho** para imunizar
as fêmeas que estão dentro da faixa etária obrigatória e regularizar a situação 
sanitária de suas propriedades.

A meta da administração municipal é mobilizar os criadores para elevar os índices
de imunização da cidade. No fechamento do ano anterior (2025), Mogi das Cruzes registrou
uma cobertura vacinal de **86,44%** — índice que ficou abaixo da média do Estado
de São Paulo, estabelecida em 93%.

De acordo com os indicadores oficiais da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA),
o município contabiliza hoje um rebanho elegível de 236 animais declarados, dos 
quais 204 receberam a dose. A margem restante reforça a urgência de engajamento 
de quem ainda não efetuou o manejo.

### Obrigatoriedade e cuidados com a saúde pública

A vacinação contra a brucelose é obrigatória para todas as bezerras (bovinas e bubalinas)
com **idade entre três e oito meses**. A medida é um pilar do Programa Nacional 
de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT), do Ministério
da Agricultura.

O combate à enfermidade é tratado como prioridade por se tratar de uma grave **zoonose**—
doença que pode ser transmitida de animais para seres humanos, principalmente pelo
consumo de leite cru ou derivados não pasteurizados e carne sem inspeção. No rebanho,
a brucelose causa sérios impactos produtivos e financeiros, como:

 * Abortos espontâneos no terço final da gestação;
 * Casos recorrentes de infertilidade e retenção de placenta;
 * Queda acentuada na produção de carne e leite;
 * Desvalorização comercial da propriedade.

> **Regra Técnica de Segurança:**
> Por se tratar de uma vacina viva (cepa B19 ou RB51), o imunizante pode infectar
> o ser humano em caso de acidentes com a agulha ou contato com mucosas. Por isso,
> a aplicação deve ser realizada **exclusivamente por médicos-veterinários cadastrados**
> na Defesa Agropecuária ou por auxiliares sob sua supervisão direta.

### Compromisso com a cadeia produtiva

A médica-veterinária da pasta municipal de Agricultura, Alessandra Yukie Suiama,
lembrou a importância de não deixar o procedimento para o último dia.

_“Estamos nos últimos dias da campanha do primeiro semestre do ano. A vacinação 
é uma medida essencial para proteger os rebanhos, evitar prejuízos econômicos, garantir
a sanidade da produção agropecuária e a segurança para os consumidores. Precisamos
avançar para alcançar os índices registrados pelo Estado”_, ressaltou Alessandra.

O secretário municipal de Agricultura e Segurança Alimentar, Renato Abdo, endossou
que a excelência sanitária protege a economia da região.

_“Cada produtor tem papel importante para manter a qualidade sanitária do rebanho
municipal. Quanto maior a cobertura vacinal, maior a proteção dos animais, dos produtores
e dos consumidores”_, concluiu Abdo.

Após a imunização, o pecuarista deve encaminhar o atestado emitido pelo médico-veterinário
e fazer a declaração oficial de vacinação junto ao sistema da Defesa Agropecuária
do Estado dentro do prazo legal.

**Crédito da foto:** Divulgação / PMMC
