Município atua de forma estratégica nos corredores ecológicos do Alto Tietê; autoridade sanitária alerta que 93,9% dos casos graves no Estado ocorreram em pessoas não imunizadas.
Diante do monitoramento epidemiológico coordenado pelo Governo do Estado de São Paulo, a Prefeitura de Mogi das Cruzes intensificou suas frentes de prevenção, vigilância e cobertura vacinal contra a febre amarela. O Alerta Sanitário foi emitido pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE VIII), localizando as cidades do Alto Tietê como pontos estratégicos e de preservação nos corredores ecológicos de circulação do vírus silvestre.
Embora Mogi das Cruzes não registre casos confirmados da doença em seu território, os dados estaduais do último ciclo anual (julho de 2024 a junho de 2025) acendem um sinal de atenção: foram computados 66 casos humanos no Estado, com 37 óbitos — revelando um índice de letalidade de 56,1%. No período atual de monitoramento (2025/2026), dez casos autóctones e seis óbitos já foram mapeados, todos restritos a indivíduos sem histórico vacinal.
Proteção vacinal e cuidados no ecoturismo
A vacina é o método mais seguro e eficaz para anular o risco de infecção. As doses estão disponíveis de forma contínua e gratuita na rede municipal de saúde. A recomendação é voltada especialmente para quem não possui o comprovante de imunização ou quem tomou a dose fracionada no passado.
A Vigilância em Saúde destaca as principais diretrizes de segurança:
- Revisão de doses: Moradores que receberam a dose fracionada na campanha de 2018 devem comparecer a uma unidade de saúde para avaliar a necessidade de receber a dose padrão;
- Ecoturismo seguro: Frequentadores de trilhas, parques ecológicos, sítios e áreas de mata densa devem se vacinar com, no mínimo, 10 dias de antecedência da viagem ou atividade;
- Barreiras físicas: Uso complementar de repelentes indicados para a pele, calças compridas, camisas de manga longa e calçados fechados em áreas rurais. Para lactentes menores de seis meses, indica-se o uso protetivo de mosquiteiros.
“Também é importante que pessoas que receberam a dose fracionada da vacina durante a campanha de 2018 procurem uma unidade de saúde para verificar a necessidade de complementação com a dose padrão. Frequentadores de trilhas, áreas rurais, parques, sítios e locais de mata devem estar vacinados com pelo menos dez dias de antecedência da exposição ao risco. Felizmente, não registramos nenhum caso em Mogi, mas continuamos vigilantes e seguindo todos os protocolos.”
— Jefferson Leite, diretor de Vigilância em Saúde de Mogi das Cruzes.
Preservação: Macacos são aliados na saúde pública
A administração municipal reforça um esclarecimento essencial: os macacos e saguis não transmitem a febre amarela. Os primatas são tão vítimas dos mosquitos transmissores (Haemagogus e Sabethes) quanto os seres humanos. Na verdade, eles desempenham o papel vital de “sentinelas epidemiológicas”, alertando as autoridades sobre a presença do vírus em determinada mata antes que ele chegue à população.
Maltratar, capturar ou ferir esses animais, além de configurar crime ambiental, prejudica o monitoramento da saúde pública. Caso encontre um primata debilitado ou morto, o morador deve acionar o serviço de zoonoses imediatamente para a coleta técnica de amostras.
canais de Atendimento e Serviço
- Onde se vacinar: Em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs) de Mogi das Cruzes, durante o horário regular de funcionamento.
- Notificação de primatas (Horário Comercial): Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) – (11) 4798-6785 ou (11) 4798-6917.
- Plantões (Finais de Semana e Feriados): Central de Emergências – Telefone 153.
Crédito da foto: Divulgação/PMMC


