Prefeitura de Mogi detalha projeto para resolver o histórico problema da Av. Ricieri José Marcatto, que trava a cada temporal.
Quem mora ou trabalha em César de Sousa já conhece o roteiro: bastam alguns minutos de chuva forte para que a Avenida Ricieri José Marcatto, na altura da linha férrea, se transforme em um rio. O último temporal, ocorrido na terça-feira (3), não foi diferente e paralisou o trânsito de veículos e pedestres, isolando parte do distrito.
Desta vez, a Prefeitura de Mogi das Cruzes sinalizou uma solução definitiva. Segundo a administração, a chave para minimizar os transtornos é a canalização do Córrego dos Corvos. Atualmente, o município trabalha no detalhamento técnico e no orçamento dessa obra, que promete ampliar a capacidade de escoamento da região.
O gargalo da Ricieri
A prefeitura explicou que o trecho próximo à linha férrea funciona como uma “baixada”, recebendo toda a água dos bairros vizinhos mais altos. Como o sistema de drenagem atual é antigo e insuficiente, a água fica represada.
Para comerciantes como Caroline Garcia, que possui uma loja na avenida há 16 anos, a situação é de puro prejuízo. Ela relata que a manutenção de bueiros, feita no final de 2025 pela Secretaria de Serviços Urbanos, ajuda no escoamento rápido, mas não impede que a água invada a frente dos comércios quando veículos pesados passam pela via alagada.
Entenda a obra
O Córrego dos Corvos é a principal “veia” de drenagem de César de Sousa, com 6,5 km de extensão e uma bacia que abrange mais de 10 km². Ele nasce no Conjunto Jefferson da Silva e deságua no Rio Tietê. A canalização deve organizar esse fluxo, evitando que o córrego transborde e reflita nas avenidas principais, como a Ricieri e a João XXIII.
Enquanto as máquinas não chegam, a recomendação é redobrar a atenção em dias nublados, já que o local continua sendo ponto crítico de alagamento.
Crédito da Imagem: Avenida Ricieri José Marcatto alagada — Foto: Reprodução / Frank Bruno


