Piloto preso em Congonhas é morador de Guararema; investigação revela que familiares lucravam com exploração de crianças
Novos detalhes revelados pela Polícia Civil sobre a prisão do piloto Sérgio Antonio Lopes, de 60 anos, trazem à tona uma estrutura criminosa organizada e cruel. A “Operação Apertem os Cintos”, conduzida pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP, desmantelou um esquema que operava há pelo menos oito anos, com fortes ligações em Guararema.
Crueldade em família
A investigação aponta que o piloto não agia sozinho. Além de Sérgio, uma mulher de 55 anos foi presa em Guararema sob a acusação de “vender” as próprias netas para o criminoso. Em um desdobramento ainda mais chocante, a mãe de uma das vítimas também foi presa em flagrante; ela é acusada de filmar a própria filha e enviar os vídeos ao piloto, além de armazenar conteúdo ilícito.
O Modus Operandi
Segundo o DHPP, o piloto utilizava documentos falsos para entrar em motéis com as menores, com idades de 11, 12 e 15 anos. O grupo é investigado por uma extensa lista de crimes, incluindo:
- Estupro de vulnerável e favorecimento da prostituição;
- Produção, armazenamento e venda de pornografia infantil;
- Stalking (perseguição) e coação no curso do processo.
Prisão em solo e no ar
Sérgio foi detido enquanto se preparava para trabalhar no voo LA3900 da Latam, em Congonhas. Ao mesmo tempo, 32 policiais cumpriam mandados em Guararema e São Paulo. A companhia aérea informou que abriu uma apuração interna e que repudia qualquer ato criminoso, colaborando integralmente com a justiça.
O caso segue sob segredo de justiça para proteger a identidade das vítimas, mas a SSP reforça que a rede era profissionalizada, com divisão de funções e pagamentos recorrentes pelos abusos.
Créditos de imagem: Reprodução / Redes Sociais e Polícia Civil de SP.


