Peritos recomendam melhorias na segurança e saúde do ex-presidente para evitar riscos cardíacos; Alexandre de Moraes decidirá sobre pedido de prisão domiciliar após manifestação das partes.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou público nesta sexta-feira (6) o laudo médico elaborado por peritos da Polícia Federal sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento conclui que, embora Bolsonaro apresente um quadro de saúde que exige atenção especializada, não há necessidade de transferência para uma unidade hospitalar no momento.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses na “Papudinha”, unidade prisional no Distrito Federal, por liderar uma tentativa de golpe de Estado.
As 7 comorbidades identificadas
Após exames físicos e laboratoriais realizados em janeiro, os médicos da PF atestaram que o ex-presidente é portador das seguintes condições crônicas:
- Hipertensão arterial sistêmica;
- Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) grave;
- Obesidade clínica;
- Aterosclerose sistêmica (acúmulo de gordura nas artérias);
- Refluxo gastroesofágico;
- Queratose actínica (lesões na pele causadas pelo sol);
- Aderências (bridas) intra-abdominais (cicatrizes internas de cirurgias anteriores).
Apesar do quadro, os peritos destacaram que Bolsonaro não apresenta sinais de depressão profunda, embora demonstre abatimento condizente com a situação.
Recomendações para a prisão
Para evitar complicações graves, como um infarto, o laudo sugere adaptações imediatas na estrutura onde o ex-presidente está alojado:
- Segurança Física: Instalação de grades de apoio em corredores e banheiros, além de campainhas de pânico para emergências.
- Saúde Preventiva: Acompanhamento contínuo por nutricionistas para uma dieta específica e fisioterapia voltada ao equilíbrio postural.
- Atividade Física: Recomendação de exercícios aeróbicos regulares conforme a tolerância clínica do paciente.
O que acontece agora?
Com a divulgação do laudo, o ministro Alexandre de Moraes abriu um prazo de cinco dias para que a defesa de Bolsonaro e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem sobre as conclusões médicas.
Somente após esse período, Moraes deverá decidir se mantém o ex-presidente na Papudinha ou se concede o benefício da prisão domiciliar por razões humanitárias, como vem sendo solicitado insistentemente pelos advogados de defesa, alegando a idade avançada e a fragilidade do estado de saúde do político.
Crédito da Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil


