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Brilho e Resistência: Vini Jr. decide contra o Benfica, mas volta a ser alvo de racismo na Champions

Atacante brasileiro denunciou insultos do argentino Gianluca Prestianni após marcar o gol da vitória; ídolos mundiais saem em defesa do camisa 7.

Lisboa, Portugal — O que era para ser uma noite de pura celebração para o futebol brasileiro tornou-se mais um capítulo triste na luta contra o preconceito na Europa. Vinícius Júnior, o grande protagonista da vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica, no Estádio da Luz, utilizou sua voz mais uma vez para denunciar um crime de racismo em pleno gramado da Liga dos Campeões.

O Incidente: Gol, Comemoração e Ofensa

Após marcar um “gol monumental” que garantiu os três pontos para o clube merengue, Vini Jr. relatou ter sido chamado de “macaco” pelo jogador argentino Gianluca Prestianni. O insulto teria ocorrido durante a comemoração do lance decisivo.

Imediatamente, o atacante brasileiro reportou o caso ao árbitro francês François Letexier. O episódio gerou revolta instantânea e dominou as manchetes da imprensa internacional, que se dividiu entre exaltar o talento técnico do camisa 7 e lamentar a persistência da discriminação no esporte em pleno ano de 2026.

Repercussão Global: Ídolos em Apoio a Vini

A onda de solidariedade ao brasileiro uniu lendas do futebol mundial que não pouparam críticas à postura do adversário e à recorrência desses ataques:

  • Thierry Henry: O craque francês questionou a dificuldade de punição e desabafou: “Deveríamos estar falando sobre o gol brilhante, não sobre isso”.
  • Rio Ferdinand: O ex-zagueiro inglês classificou o episódio como “inaceitável” e rebateu quem tenta culpar o estilo de jogo ou as comemorações de Vini pelo racismo sofrido.
  • Luisão: Ídolo brasileiro do próprio Benfica, o ex-zagueiro se disse envergonhado e foi enfático: “Foi ato racista, sim”.

O Contraste de uma Carreira

Enquanto jornais como o português Record destacam que Vini Jr. “superou o Benfica” apesar das vaias e insultos, o caso reacende o debate sobre a eficácia das punições na UEFA. Vini Jr., que já é o símbolo da resistência contra o racismo na Espanha, agora vê a ferida se expor também em solo português.

Até o fechamento desta matéria, o Real Madrid e a UEFA ainda não haviam se pronunciado oficialmente sobre medidas disciplinares específicas contra Prestianni.


Créditos da imagem: Patrícia de Melo Moreira / AFP

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