Mogi das Cruzes Pets

Saiba Como Denunciar Maus-Tratos e Quando Acionar a Prefeitura

A proteção animal ganhou destaque nos últimos dias, impulsionada por casos de grande repercussão, como o do cão Orelha. Em Mogi das Cruzes, a Prefeitura reforça que possui uma rede de atendimento, mas alerta: é fundamental saber qual canal acionar para cada tipo de situação, garantindo que o socorro chegue a quem mais precisa.

Atualmente, o Núcleo de Bem-Estar Animal (Nubea) abriga mais de 100 animais, entre cães e gatos, que recebem cuidados, vacinação e castração antes de serem destinados às feiras de adoção.

Como e onde denunciar?

A cidade oferece diferentes frentes de atuação, dependendo do estado do animal e de onde ele se encontra:

1. Animais de Rua (Desabrigados ou Atropelados)

Se o animal está na rua em situação de risco iminente de morte, atropelado ou sofrendo maus-tratos graves, o Nubea deve ser acionado. Uma equipe técnica vai ao local para o atendimento veterinário.

  • Canais: Aplicativo Colab, Ouvidoria (156) ou WhatsApp do Nubea: (11) 94304-7596.

2. Maus-Tratos em Propriedade Privada (Casas ou Sítios)

Aqui há um detalhe importante: veterinários da prefeitura não têm poder de polícia para entrar em imóveis sem autorização.

  • O que fazer: É obrigatório registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.), que pode ser feito online. Após o B.O., a denúncia deve ser formalizada via Ouvidoria (156) ou Colab, anexando a cópia do documento policial para que as medidas legais sejam tomadas.

3. Riscos à Saúde e Animais Silvestres (Zoonoses)

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) atua em casos específicos: animais que atacaram pessoas ou animais silvestres (serpentes, gambás, quatis) que entraram em residências.

  • Importante: Nunca tente manipular um animal silvestre.
  • Contatos: (11) 4798-6785 ou 4798-6917.

Desafios e Prioridades

A secretária municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal, Patrícia Cesare, explica que o sistema está operando acima da capacidade técnica. Por isso, a prioridade total é para casos de vida ou morte.

Já a coordenadora do Nubea, a veterinária Margareth Cunha, faz um alerta sobre os “animais comunitários”. “Muitos animais vivem nas ruas há anos em boas condições de saúde. Resgatá-los à força e mudar seus hábitos pode gerar um estresse desnecessário, já que eles não são considerados tecnicamente abandonados por terem o suporte da vizinhança”, explica.

Adoção Responsável

Para ajudar a desafogar o sistema público, a melhor solução é a adoção. O Nubea realiza feiras contínuas com animais que já estão castrados e prontos para um novo lar. Adotar um animal do núcleo abre vaga para que outro, em situação crítica na rua, possa ser resgatado.


Crédito das imagens: Divulgação/PMMC

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