Uma grande operação de combate ao parcelamento irregular do solo e crimes ambientais mobilizou o Grupo de Fiscalização Integrada do Alto Tietê Cabeceiras (GFI-ATC) nesta sexta-feira (27/03), em Suzano. A ação resultou no embargo de três extensas áreas localizadas na estrada Keida Harada e na estrada Vale da Serra, regiões protegidas por lei por estarem inseridas em Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais (APRM).
As irregularidades constatadas pelas equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e órgãos estaduais incluem desde a supressão de vegetação nativa até o uso de documentos falsos para ludibriar compradores.
Falsas promessas e estelionato
O primeiro alvo da fiscalização, no cruzamento da estrada Keida Harada com a Watanabe, revelou um esquema de venda ilegal de lotes. No local de 65 mil metros quadrados, foram removidas placas que ostentavam informações falsas sobre processos da Cetesb, numa tentativa de dar aparência de legalidade ao negócio.
A verdadeira proprietária da área esteve presente e confirmou que jamais autorizou qualquer comercialização. Além da fraude documental, os técnicos identificaram ligações elétricas clandestinas e a total ausência de saneamento básico.
Expansão de chácaras sem infraestrutura
Na segunda área vistoriada (60 mil m²), também na estrada Keida Harada, o monitoramento por satélite do Estado detectou o avanço de construções de casas de chácara. O cenário encontrado foi de precariedade:
- Rede elétrica: Postes instalados de forma clandestina.
- Saneamento: Ausência total de rede de água e esgoto em uma área sensível de manancial.
- Status: O local foi imediatamente embargado pela Cetesb, com notificação direta dos responsáveis.
Monitoramento e repressão imediata
O terceiro ponto, na estrada Vale da Serra, foi identificado pelo Grupamento de Proteção Ambiental (GPA). Trata-se de um terreno de 18 mil metros quadrados onde havia movimentação de terra recente e retirada de vegetação nativa. O responsável foi qualificado e deverá apresentar a documentação legal da área sob pena de sanções severas.
O foco na preservação e no planejamento
Para o secretário municipal de Meio Ambiente, André Chiang, o rigor nessas operações é a única forma de garantir o crescimento sustentável de Suzano. “Atuamos de maneira rápida para interromper irregularidades que agridem o meio ambiente e, ao mesmo tempo, protegemos o cidadão de bem que, muitas vezes, é vítima de estelionatários ao comprar terrenos sem qualquer garantia jurídica ou infraestrutura”, afirmou o titular da pasta.
As atividades nos três locais estão paralisadas por determinação legal. A administração municipal reforça que a compra de lotes deve ser sempre precedida de uma consulta à Prefeitura para verificar a regularidade do empreendimento, evitando prejuízos financeiros e problemas com a justiça.
Créditos: Texto: Redação Fofoquei Mogi
Fotos: Divulgação / Secop Suzano


