Investigação aponta o uso de empresas dos setores de transporte e eventos para ocultar ativos do crime organizado; influenciador é o alvo central.
A Polícia Civil de Campinas, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo, deflagrou na manhã desta sexta-feira (8) a Operação Caronte. A ofensiva busca desarticular uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro associada ao tráfico internacional de drogas. O principal foco das autoridades é Eduardo Magrini, figura conhecida nas redes sociais, onde acumulava milhares de seguidores e ostentava um estilo de vida luxuoso.
Estrutura do esquema e empresas de fachada
De acordo com o núcleo investigativo, o grupo utilizava empresas legítimas nos ramos de transporte de carga e organização de rodeios para integrar capitais de origem ilícita ao sistema financeiro. A suspeita é que essas organizações utilizassem “sócios laranjas” para mascarar a identidade dos verdadeiros beneficiários dos recursos.
Magrini, que se apresentava publicamente como produtor rural e influenciador, já possui histórico de passagens pelo sistema judiciário. As investigações atuais reforçam sua suposta ligação com setores administrativos de logística e gestão financeira de organizações criminosas, incluindo registros que remontam a eventos de segurança pública ocorridos em 2006.
Núcleo familiar e conexões no setor artístico
A operação também estendeu seus mandados a Mateus Magrini, filho de Eduardo. A Polícia Civil aponta que o jovem teria movimentado valores suspeitos através de uma empresa do setor musical.
O caso ganha repercussão pela conexão familiar com figuras públicas, uma vez que Eduardo é ex-padrasto de um artista do cenário fonográfico paulista. Para os investigadores, essa rede de relacionamentos reforça a tese de que o núcleo familiar atuava de forma coordenada na ocultação de patrimônio milionário, que incluía veículos de alta performance e viagens internacionais.
Próximos passos e atualizações oficiais
Ao todo, a Operação Caronte cumpre 11 mandados de busca e apreensão na cidade de Campinas. O material coletado, que inclui documentos e dispositivos eletrônicos, será periciado para identificar a extensão das movimentações financeiras e possíveis novos envolvidos.
As autoridades reiteram que a ação faz parte de um esforço contínuo para asfixiar financeiramente estruturas logísticas do crime organizado, priorizando a inteligência e o rastreio de ativos para garantir a segurança da ordem pública.
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