Mogi das Cruzes inicia transição para governança baseada nos ODS após visita técnica a Santos. Descubra os planos de sustentabilidade da gestão pública.
A Prefeitura de Mogi das Cruzes deu um passo estratégico para modernizar sua administração e alinhar suas políticas públicas às diretrizes globais de preservação e eficiência. Na última terça-feira (19/05), uma comitiva da Secretaria Municipal do Clima e Meio Ambiente realizou uma imersão técnica no município de Santos, referência nacional na execução da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).
O encontro reuniu a secretária mogiana Patricia Cesare e a chefe de seção de licenciamento ambiental, Andréia Palácio, com o coordenador Regional da Baixada Santista e especialista no Movimento ODS, Fábio Tatsubô. O objetivo central do intercâmbio foi coletar dados operacionais e mapear os fluxos de trabalho que permitiram a Santos transformar metas conceituais em ferramentas práticas de gestão.
ODS como motor de eficiência administrativa
A iniciativa cumpre uma determinação direta da prefeita Mara Bertaiolli para consolidar o chamado “Movimento de Mogi das Cruzes pelos ODS”. Longe de se limitar ao campo do discurso ecológico, a incorporação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ao planejamento municipal visa otimizar os indicadores das secretarias, cruzar dados entre diferentes pastas e qualificar as tomadas de decisão financeira e social.
De acordo com a análise da pasta, a experiência do município litorâneo comprova que metas sustentáveis, quando integradas à governança e às auditorias internas, operam como um mecanismo de inovação, reduzindo desperdícios e gerando entregas mais assertivas para a comunidade.
Construção de uma agenda transversal e participativa
A partir dos subsídios técnicos coletados na Baixada Santista, Mogi das Cruzes inicia o desenho de um plano de ação próprio, desenhado sob medida para as características econômicas e demográficas do Alto Tietê. A proposta prevê um modelo transversal, no qual as diretrizes de sustentabilidade conversem diretamente com a infraestrutura, saúde, educação e atração de investimentos privados.
“Avançamos com o propósito de estruturar uma agenda própria, robusta e transversal de sustentabilidade, capaz de mobilizar o poder público e a sociedade civil, fortalecer políticas públicas, qualificar decisões e ampliar resultados concretos para a população”, apontou a secretária Patricia Cesare, destacando o compromisso de longo prazo da gestão com o desenvolvimento local.
A articulação agora entra em fase de formatação metodológica, preparando o terreno para que os servidores municipais recebam capacitação técnica voltada à aplicação prática desses novos indicadores de sustentabilidade nas rotinas do funcionalismo.
Crédito da foto: Divulgação/PMMC


