Polícia Civil apura as causas do falecimento de paciente de 48 anos que sofreu parada cardiorrespiratória em prédio comercial na Zona Sul
Polícia de SP investiga morte de mulher de 48 anos após procedimento estético no Brooklin. Caso foi registrado como morte suspeita e homicídio.
Um procedimento estético realizado na Zona Sul de São Paulo se tornou alvo de uma rigorosa investigação policial. Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, faleceu na manhã desta terça-feira (26) no hall de um edifício comercial localizado na Avenida Santo Amaro, no bairro do Brooklin, após sofrer uma parada cardiorrespiratória.
Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, a vítima havia se submetido a aplicações de preenchimento na região dos glúteos e das coxas na manhã anterior, segunda-feira (25). O atendimento foi realizado em uma sala alugada dentro do condomínio de escritórios.
Cronologia dos fatos e atendimento médico
Após as aplicações, Roseli começou a manifestar fortes dores e mal-estar enquanto estava hospedada em um hotel da capital. Diante dos sintomas, a paciente fez contato com a médica responsável pelo procedimento, que orientou seu retorno imediato ao consultório para uma avaliação clínica.
Ao atingir a recepção do edifício Brooklin Office, o quadro da paciente evoluiu para uma parada cardiorrespiratória. A profissional de saúde iniciou as manobras de primeiros socorros e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar das tentativas consecutivas de reanimação por parte da médica e dos socorristas, o óbito foi confirmado no local.
Providências legais e posicionamento oficial
A médica responsável pelo atendimento, de 36 anos, e a filha da vítima foram conduzidas ao 27º Distrito Policial (Campo Belo) para prestar os primeiros depoimentos. Posteriormente, o inquérito foi direcionado ao 96º Distrito Policial (Monções), que detém a responsabilidade territorial da área para dar andamento às investigações.
Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) esclareceu que a paciente chegou a ingerir medicamentos — inclusive alguns prescritos pela própria profissional — antes de colapsar.
O caso segue sob análise rigorosa das autoridades e foi tipificado inicialmente como morte suspeita, morte acidental e homicídio. Perícias técnicas devem apontar as substâncias utilizadas e determinar os fatores que levaram à fatalidade.
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