Atendente da Polícia Militar decodifica código de socorro, envia viatura ao Jardim São Francisco e salva mãe e filha de 3 anos de violência doméstica
Mulher em SP finge pedir pizza pelo 190 para denunciar agressão. PM decodifica o chamado, prende o agressor em flagrante e apreende arma. Veja o caso.
Uma ligação de emergência astuta e a rápida percepção de uma atendente da Polícia Militar resultaram na interrupção de um grave crime de violência doméstica na Zona Sul de São Paulo. Ao telefonar para o canal 190, uma mulher fingiu solicitar a entrega de uma pizza para sinalizar que estava em perigo dentro de sua residência, localizada no Jardim São Francisco.
A operadora do Centro de Operações da PM compreendeu imediatamente a gravidade implícita no pedido incomum. Com profissionalismo, a atendente conduziu o diálogo de forma a coletar o endereço exato sem alertar o agressor. Equipes do 37º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano foram prontamente mobilizadas para o atendimento da ocorrência.
O momento da abordagem e o socorro às vítimas
Para preservar a integridade da solicitante, os policiais militares mantiveram o disfarce ao chegar ao local, informando por telefone que “a entrega havia chegado”. Ao sair do imóvel, a mulher apresentava forte abalo emocional e relatou que vinha sofrendo ameaças de morte e tentativas de abuso por parte de seu companheiro.
De acordo com o registro oficial, as agressões físicas também atingiram a filha do casal, de apenas 3 anos. Estilhaços de um espelho quebrado durante o conflito feriram os olhos da criança, que precisou ser encaminhada ao Hospital M’Boi Mirim para receber cuidados médicos especializados.
Prisão em flagrante e apreensão de armamento
O suspeito tentou fugir do local carregando pertences pessoais, mas foi interceptado e detido pelas autoridades antes de deixar o perímetro. Em uma busca detalhada no interior da residência, os policiais localizaram um revólver calibre .38 com numeração raspada, além de cinco munições intactas.
O caso foi encaminhado e registrado no 47º Distrito Policial. O homem permanece sob custódia e responderá pelos crimes de lesão corporal no âmbito de violência doméstica, violência psicológica, ameaça, posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e exposição de menor a perigo. O desfecho ressalta a importância dos canais oficiais de denúncia e o preparo técnico das forças de segurança do Estado na mediação e resolução rápida de conflitos críticos.
Créditos da foto: Reprodução/GloboNews


