Investigação sobre o treinador de jiu-jítsu avança com depoimentos de múltiplas vítimas e acompanhamento das autoridades policiais
justiça de SP decreta prisão preventiva do treinador Melqui Galvão. Investigação apura denúncias de abusos em torneios. Veja os desdobramentos oficiais.
O Poder Judiciário do Estado de São Paulo determinou a conversão da prisão temporária de Melquiades Galvão Neto, conhecido profissionalmente como Melqui Galvão, em prisão preventiva. A medida judicial, que não possui prazo determinado, foi estabelecida com o objetivo de assegurar a ordem pública e garantir a regularidade da instrução processual em andamento.
O treinador de artes marciais foi transferido do Amazonas para o sistema penitenciário paulista para o cumprimento da ordem judicial. O caso, que corre sob sigilo para preservar os envolvidos, ganhou novos desdobramentos com o avanço das oitivas conduzidas pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e pelas autoridades ministeriais.
Origem do inquérito e cooperação institucional
Os procedimentos investigativos tiveram início a partir do relato formalizado por uma ex-aluna, atualmente com 17 anos e residente nos Estados Unidos. O depoimento detalhou condutas irregulares que teriam ocorrido durante a realização de um campeonato internacional de jiu-jítsu fora do país. A partir do acolhimento inicial da denúncia, o fluxo de apuração identificou ao menos sete relatos semelhantes de ex-atletas que integraram o ciclo de treinamentos do técnico.
Paralelamente às ações em São Paulo, as forças de segurança de Manaus efetuaram a detenção de Enoque Galvão, irmão do acusado. Ele é investigado pela suposta facilitação do acesso a aparelhos de comunicação na unidade prisional, além de desdobramentos correlatos ao mérito da apuração principal.
Providências administrativas e carreira funcional
Além de sua atuação na esfera esportiva privada, Melqui Galvão compõe o quadro de servidores efetivos da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), onde desempenhava funções de instrutor de técnicas de defesa pessoal na área de capacitação institucional.
Diante da formalização das denúncias e da condução do inquérito pelas autoridades paulistas, a instituição do Executivo amazonense emitiu um posicionamento oficial confirmando o afastamento cautelar do servidor de suas funções administrativas e operacionais. A medida visa resguardar a integridade dos procedimentos internos da corporação até que haja a completa elucidação dos fatos pelo Poder Judiciário.
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