Mogi das Cruzes registra aumento de 50% na coleta de embalagens de defensivos agrícolas. Ação itinerante integra o Junho EcoSustentável e promove logística reversa.
Sustentabilidade no campo
A primeira etapa da coleta itinerante de embalagens vazias de defensivos agrícolas de 2026, realizada nesta terça-feira (02/06) na Associação Rural de Pindorama, consolidou um avanço significativo na gestão de resíduos em Mogi das Cruzes. Com a adesão de 49 produtores rurais, a operação recolheu cerca de 3,5 toneladas de materiais.
O volume representa um salto de 50% em relação ao total coletado em 2025, quando o município somou 2,2 toneladas de resíduos — incluindo embalagens plásticas e materiais contaminados, como caixas de papelão — em duas edições da iniciativa.
Parceria e preservação
A ação é resultado de um trabalho conjunto entre a Secretaria Municipal de Agricultura e Segurança Alimentar, a Secretaria Municipal do Clima e Meio Ambiente e a Associação dos Distribuidores de Insumos Agrícolas do Estado de São Paulo (Adiaesp). O evento faz parte do calendário do “Junho EcoSustentável”, que promove práticas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Para o secretário de Agricultura e Segurança Alimentar, Renato Abdo, o sucesso da mobilização reflete a consciência crescente do agricultor mogiano. “A participação ativa dos produtores é fundamental. Ao facilitar a logística reversa, evitamos riscos ao solo e aos recursos hídricos, garantindo uma produção muito mais segura e responsável”, afirmou Abdo.
Logística reversa na prática
Além do benefício ambiental, a coleta itinerante oferece praticidade logística aos produtores da região, eliminando a necessidade de deslocamento até postos fixos de recebimento, como a unidade localizada em Ibiúna.
Patricia Cesare, secretária do Clima e Meio Ambiente, enfatizou a importância da integração entre os setores. “O Junho EcoSustentável busca transformar a preservação em ações concretas. A destinação correta dessas embalagens é um exemplo prático de como a colaboração entre poder público e campo gera qualidade de vida para toda a cidade”, destacou.
Todo o material recolhido agora segue para a unidade da Adiaesp em Ibiúna, onde será submetido aos processos de descarte final previstos no Sistema Campo Limpo, uma referência global em logística reversa no agronegócio.
Créditos de foto: Secretaria Municipal de Agricultura e Segurança Alimentar / Divulgação.


