Nova cor na triagem do Pró-Criança e Hospital Municipal visa agilizar casos graves e integrar o atendimento com a rede básica de saúde.
A rede municipal de saúde de Mogi das Cruzes deu um passo importante na reorganização do fluxo de pacientes. O Pró-Criança, no Mogilar, e o Hospital Municipal Prefeito Waldemar Costa Filho, em Braz Cubas, iniciaram a implantação da classificação de risco “azul” dentro do renomado Protocolo de Manchester. A medida busca refinar o atendimento, garantindo que a assistência seja direcionada de forma mais eficiente conforme a real necessidade clínica de cada cidadão.
O sistema de triagem, reconhecido globalmente, prioriza a gravidade do quadro clínico em detrimento da ordem de chegada. Com a inclusão da cor azul — voltada para casos considerados “não urgentes” —, as unidades de emergência ganham uma ferramenta estratégica para acolher pacientes com condições de baixa complexidade.
Integração com a rede básica
A classificação azul permite que pacientes que não apresentam quadros de risco imediato recebam uma orientação mais precisa. Em muitos desses casos, o sistema possibilita o agendamento de consultas diretamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Essa estratégia gera um benefício duplo: reduz a sobrecarga das unidades de urgência e emergência e assegura que os profissionais de saúde mantenham o foco total nos atendimentos que demandam intervenção rápida ou resposta clínica imediata.
Entenda a classificação
O Protocolo de Manchester segue critérios universais para organizar o fluxo nas unidades de saúde:
- Vermelho (Emergência): Atendimento imediato.
- Laranja (Muito urgente): Atendimento em até 10 minutos.
- Amarelo (Urgente): Atendimento em até 60 minutos.
- Verde (Pouco urgente): Atendimento em até 120 minutos.
- Azul (Não urgente): Atendimento em até 240 minutos ou encaminhamento à Atenção Básica.
A secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi, reforça que a novidade é uma evolução na gestão do sistema. “O objetivo é garantir que os pacientes com maior gravidade sejam atendidos com ainda mais agilidade, sem deixar de acolher aqueles que apresentam condições menos urgentes. A implantação da classificação azul fortalece a organização da rede de saúde e aproxima o cidadão dos serviços mais adequados para cada necessidade”, destaca.
Ao procurar uma das unidades, o paciente passa por uma avaliação rigorosa de enfermagem, que analisa sinais vitais, queixas principais e escalas de dor. É a partir desse acolhimento técnico que se define o nível de prioridade e o encaminhamento mais seguro para o paciente.
Crédito da foto: Divulgação/PMMC


