Levantamento inédito cruza dados do IBGE e Cadastro Único com a realidade dos bairros para guiar políticas públicas e otimizar o atendimento nos Cras e Creas.
A Prefeitura de Suzano, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, apresentou na última sexta-feira (19/06) a prévia do relatório do “Diagnóstico Socioterritorial”. O documento técnico compila dados estratégicos e estatísticos sobre a vulnerabilidade e os atendimentos prestados na cidade através dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Centros de Convivência, Cadastro Único e unidades de acolhimento (abrigos).
A apresentação do balanço ocorreu no Anfiteatro Orlando Digenova, situado no Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi. O robusto banco de dados foi construído a partir do cruzamento de indicadores oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Cadastro Único e do Ministério do Desenvolvimento Social. O estudo também incorporou a percepção direta do público por meio de entrevistas com usuários da rede e formulários respondidos pelas equipes técnicas e conselhos de direitos.
O grande objetivo do diagnóstico é funcionar como uma bússola para o planejamento social, identificando as demandas prioritárias de cada bairro e embasando o desenho do novo Plano Municipal de Assistência Social.
Reorganização dos Cras e sintonia com o ‘Bairros + Completos’
Um dos reflexos práticos mais importantes do diagnóstico será o reordenamento geográfico dos equipamentos socioassistenciais. O estudo se alinha à nova legislação municipal que validou o programa “Bairros + Completos” (coordenado pela pasta de Planejamento Urbano), o qual dividiu Suzano de forma oficial em 25 regiões.
Com a atualização da malha territorial, os fluxos e coberturas de atendimento serão aperfeiçoados para garantir mais comodidade e proximidade aos moradores.
Exemplo prático de transição:
Atualmente, uma parcela dos moradores do Jardim Quaresmeira é referenciada pela unidade do Cras Casa Branca. Com a readequação baseada nos estudos técnicos, a tendência é de que este público passe a ser acompanhado pelo Cras Centro, otimizando o deslocamento e equalizando a demanda entre as unidades.
Próximas etapas e participação técnica
A construção do documento final seguirá um cronograma transparente e participativo com os órgãos da rede assistencial:
- 25 de junho: Envio de cópias do relatório preliminar para análise detalhada de todos os colaboradores envolvidos.
- Até 14 de julho: Prazo para recebimento de sugestões, complementações e emendas técnicas.
- 15 a 29 de julho: Período de avaliação das contribuições e revisão textual por parte da secretaria.
- 30 de julho: Solenidade de apresentação da versão final do Diagnóstico Socioterritorial, no Cineteatro Wilma Bentivegna.
À frente da coordenação e compilação dos dados, o psicólogo social Joari Carvalho, referência técnica em Vigilância Socioassistencial, destacou o fôlego do projeto. “É mais de um ano de atividades desenvolvidas diariamente. Essas informações vão contribuir diretamente para a construção de boas políticas públicas, com base nas reais necessidades da população, das equipes e dos territórios”, afirmou.
O secretário municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, Geraldo Garippo, endossou a importância do levantamento científico para a humanização do atendimento na ponta.
“A Assistência Social trabalha diretamente com as famílias e com as pessoas que mais precisam do poder público. Por isso, ter um diagnóstico preciso dos territórios é fundamental para planejar melhor as ações, organizar os atendimentos e garantir que os serviços cheguem de forma mais eficiente a quem precisa”, concluiu o titular da pasta.
Crédito da foto: Divulgação/Secop Suzano


