Mogi das Cruzes

Sanidade animal: Campanha de vacinação contra a brucelose em bezerras entra na reta final em Mogi das Cruzes

Com prazo de declaração até 30 de junho, Secretaria de Agricultura convoca produtores rurais para elevar índice vacinal do município e proteger rebanhos.

A Secretaria Municipal de Agricultura e Segurança Alimentar de Mogi das Cruzes emitiu um alerta importante para os pecuaristas locais. A campanha de vacinação contra a brucelose em bezerras bovinas e bubalinas do primeiro semestre de 2026 está em sua reta final. Os produtores rurais têm até o dia 30 de junho para imunizar as fêmeas que estão dentro da faixa etária obrigatória e regularizar a situação sanitária de suas propriedades.

A meta da administração municipal é mobilizar os criadores para elevar os índices de imunização da cidade. No fechamento do ano anterior (2025), Mogi das Cruzes registrou uma cobertura vacinal de 86,44% — índice que ficou abaixo da média do Estado de São Paulo, estabelecida em 93%.

De acordo com os indicadores oficiais da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), o município contabiliza hoje um rebanho elegível de 236 animais declarados, dos quais 204 receberam a dose. A margem restante reforça a urgência de engajamento de quem ainda não efetuou o manejo.

Obrigatoriedade e cuidados com a saúde pública

A vacinação contra a brucelose é obrigatória para todas as bezerras (bovinas e bubalinas) com idade entre três e oito meses. A medida é um pilar do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT), do Ministério da Agricultura.

O combate à enfermidade é tratado como prioridade por se tratar de uma grave zoonose — doença que pode ser transmitida de animais para seres humanos, principalmente pelo consumo de leite cru ou derivados não pasteurizados e carne sem inspeção. No rebanho, a brucelose causa sérios impactos produtivos e financeiros, como:

  • Abortos espontâneos no terço final da gestação;
  • Casos recorrentes de infertilidade e retenção de placenta;
  • Queda acentuada na produção de carne e leite;
  • Desvalorização comercial da propriedade.

Regra Técnica de Segurança:

Por se tratar de uma vacina viva (cepa B19 ou RB51), o imunizante pode infectar o ser humano em caso de acidentes com a agulha ou contato com mucosas. Por isso, a aplicação deve ser realizada exclusivamente por médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária ou por auxiliares sob sua supervisão direta.

Compromisso com a cadeia produtiva

A médica-veterinária da pasta municipal de Agricultura, Alessandra Yukie Suiama, lembrou a importância de não deixar o procedimento para o último dia.

“Estamos nos últimos dias da campanha do primeiro semestre do ano. A vacinação é uma medida essencial para proteger os rebanhos, evitar prejuízos econômicos, garantir a sanidade da produção agropecuária e a segurança para os consumidores. Precisamos avançar para alcançar os índices registrados pelo Estado”, ressaltou Alessandra.

O secretário municipal de Agricultura e Segurança Alimentar, Renato Abdo, endossou que a excelência sanitária protege a economia da região.

“Cada produtor tem papel importante para manter a qualidade sanitária do rebanho municipal. Quanto maior a cobertura vacinal, maior a proteção dos animais, dos produtores e dos consumidores”, concluiu Abdo.

Após a imunização, o pecuarista deve encaminhar o atestado emitido pelo médico-veterinário e fazer a declaração oficial de vacinação junto ao sistema da Defesa Agropecuária do Estado dentro do prazo legal.

Crédito da foto: Divulgação / PMMC

Você também pode querer ler:

Mogi das Cruzes

Carnaval em Mogi das Cruzes: 10 mil passageiros esperados e Procon fiscaliza rodoviária.

Entre a última sexta-feira (28) e a quarta-feira (5), o Terminal Rodoviário Geraldo Scavone, em Mogi das Cruzes, espera receber
Mogi das Cruzes

Março por Elas: Mogi das Cruzes Promove Mês Dedicado às Mulheres

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, Mogi das Cruzes preparou um mês de março repleto de atividades especiais para