A colaboração entre a Guarda Civil Municipal (GCM), a Secretaria de Meio Ambiente e o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Norte desvendou indícios de grave crime ambiental em uma empresa no bairro Cidade Boa Vista, em Suzano, reacendendo o debate sobre a proteção de nossos recursos hídricos.
Uma ação coordenada pela Secretaria de Segurança Cidadã de Suzano, envolvendo a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, resultou na identificação de um possível crime ambiental de grande impacto. A operação foi desencadeada após uma denúncia crucial do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Norte, que apontou para o descarte irregular de resíduos industriais em uma empresa localizada no bairro Cidade Boa Vista, às margens do rio Jaguari. Moradores da região haviam reportado um forte odor, característico de amônia, que motivou a investigação.
Ao chegarem ao local na última semana, as equipes da GCM e do Meio Ambiente confirmaram a presença de uma empresa em plena operação. No interior do galpão, foi constatada uma intensa emissão de odores químicos e a existência de resíduos armazenados em condições que levantaram sérias dúvidas sobre sua conformidade ambiental. Como medida imediata, equipamentos relacionados à atividade foram administrativamente apreendidos, visando interromper qualquer potencial dano.
O ponto mais crítico da fiscalização revelou indícios alarmantes: resíduos provenientes da atividade industrial, identificada como reciclagem de alumínio, estariam sendo ilegalmente direcionados para o rio Jaguari. Diante da gravidade da situação, o local foi imediatamente preservado para a realização de perícias técnicas. A ocorrência foi formalmente registrada junto à Polícia Civil, que agora aprofundará as investigações para determinar as responsabilidades.
A empresa em questão, dedicada à reciclagem de alumínio, operava, em tese, sem o necessário licenciamento ambiental, um requisito fundamental para atividades industriais. Além do flagrante, as autoridades confirmaram que as reclamações de moradores sobre o forte odor na região eram recorrentes. Para esclarecer a natureza exata das substâncias e as condições dos resíduos, uma perícia detalhada foi solicitada pela Polícia Civil. O caso está sendo investigado sob a luz do artigo 54 da Lei Federal nº 9.605/1998, que trata de crimes ambientais, e segue sob apuração no 2º Distrito Policial de Suzano.
O secretário municipal de Segurança Cidadã, Francisco Balbino, destacou a importância da sinergia entre a administração pública e a comunidade. “A agilidade na resposta à denúncia do Conseg e a integração das nossas equipes foram fundamentais para a constatação e preservação do local, garantindo que todas as informações fossem encaminhadas às autoridades competentes”, afirmou o secretário, que acompanhou a ação junto ao comandante da GCM, Rodrigo Kanashiro. Ele reforçou o compromisso da gestão municipal com a proteção ambiental, salientando que “a segurança da população inclui a integridade do meio ambiente, e qualquer indício de crime será tratado com o máximo rigor e responsabilidade”.
Para maior clareza sobre os detalhes da operação, apresentamos um resumo dos principais aspectos identificados:
| Aspecto | Detalhe |
|---|---|
| Localização | Bairro Cidade Boa Vista, Suzano (próximo ao Rio Jaguari) |
| Atividade | Reciclagem de alumínio |
| Irregularidades | Descarte irregular de resíduos, forte odor de amônia, ausência de licenciamento |
| Órgãos Envolvidos | Secretaria de Segurança Cidadã, GCM, Secretaria de Meio Ambiente, Conseg Norte, Polícia Civil |
| Fundamentação Legal | Artigo 54 da Lei Federal nº 9.605/1998 |
| Situação Atual | Local preservado, perícia solicitada, investigação em curso (2º DP) |
Crédito das fotos: Mauricio Sordilli/Secop Suzano



