Encontro regional no auditório da CATI orienta agricultores sobre manejo sem defensivos químicos, fertilidade do solo e certificação gratuita.
O avanço da agricultura sustentável e o incentivo a práticas de cultivo que preservam o meio ambiente foram os temas centrais de um encontro técnico sediado em Mogi das Cruzes nesta quinta-feira (10/09). Realizado no auditório regional da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), o evento debateu as diretrizes do Protocolo de Transição Agroecológica (PTA), reunindo agricultores, extensionistas, técnicos e estudantes de diversas cidades do Alto Tietê.
A ação é fruto de uma cooperação técnica entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo — via CATI — e a Secretaria Municipal de Agricultura e Segurança Alimentar. A finalidade é impulsionar a conversão gradativa das lavouras convencionais para sistemas agrícolas ecologicamente equilibrados e livres de insumos sintéticos.
A programação trouxe dois painéis especializados. A bióloga Andrea Mayumi, do Grupo Técnico de Agroecologia da CATI, detalhou as diferenças entre a transição agroecológica — processo progressivo de adequação técnica — e a certificação orgânica tradicional, além de apresentar os passos para a obtenção gratuita do certificado estadual e o uso da Calculadora de Agrobiodiversidade (SisRural). Em seguida, o pesquisador Sebastião Wilson Tivelli, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), abordou a restauração biológica e química do solo e o papel dos bioinsumos no fortalecimento natural das plantas contra pragas.
Vantagens para os produtores locais
A participação no programa oferece benefícios estratégicos ao campo:
- Reconhecimento oficial e rastreabilidade: emissão gratuita do Certificado de Transição Agroecológica pelo Estado.
- Assistência técnica continuada: acompanhamento especializado de extensionistas rurais em todas as fases do manejo.
- Acesso ampliado ao mercado: agregação de valor aos alimentos e preferência em feiras livres e programas institucionais de compras públicas, como a merenda escolar (PNAE) e o Programa Mogiano de Aquisição de Alimentos (PMAA).
Fotos: Divulgação / PMMC



