Com base em estatísticas nacionais sobre variantes silvestres, Secretaria de Saúde orienta munícipes sobre cuidados ao encontrar morcegos e destaca a importância da vacinação antirrábica em pets.
A Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, intensificou as orientações de conscientização voltadas à prevenção da raiva. Embora o controle das variantes tradicionais associadas aos cães tenha apresentado avanços expressivos no país, o vírus segue circulando na natureza por meio de reservatórios silvestres, com destaque para os morcegos.
De acordo com levantamentos do Ministério da Saúde referentes ao período entre 2016 e 2026, o Brasil contabilizou 37 casos de raiva humana, sendo todos vinculados a linhagens silvestres — com a participação de morcegos identificada em 20 ocorrências. O cenário evidencia que a informação e a adoção de medidas preventivas são ferramentas indispensáveis para proteger a saúde pública.
Como agir ao encontrar um morcego
O diretor da Vigilância em Saúde, Jefferson Leite, ressalta que a fauna silvestre cumpre um papel ecológico essencial e que os animais não devem ser estigmatizados. No entanto, é fundamental redobrar a cautela quando há alteração de comportamento.
“Os morcegos têm um papel importante no equilíbrio ambiental e não devem ser vistos como vilões. O cuidado essencial é evitar qualquer contato direto com esses animais, especialmente quando são encontrados caídos, dentro de residências ou apresentando comportamento incomum. Nessas situações, a população deve manter distância e acionar o Centro de Controle de Zoonoses”, orienta.
Caso um exemplar seja avistado no solo, em recintos fechados, com dificuldades de locomoção ou ativo durante o dia, a recomendação técnica é clara: nunca tente tocar, capturar, transportar ou sacrificar o animal por conta própria.
A orientação correta consiste em manter pessoas e animais de estimação afastados do local e acionar imediatamente os canais oficiais da Prefeitura. Se for viável isolar o ambiente com segurança — sem qualquer risco de exposição —, a medida ajuda a preservar o local até a chegada das equipes especializadas.
O atendimento e o suporte técnico em Mogi das Cruzes podem ser solicitados à Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar pelo telefone (11) 4798-6917 ou por meio do WhatsApp do CCZ no número (11) 99897-9307.
Proteção para cães e gatos
O ciclo silvestre da raiva também representa riscos aos animais de estimação. Os gatos, por exemplo, possuem instinto de caça e podem interagir com morcegos caso tenham acesso livre à rua ou quintais abertos. Por essa razão, a imunização periódica dos pets é considerada a principal barreira de proteção comunitária.
“É importante que os tutores mantenham a vacinação antirrábica dos cães e gatos em dia e evitem que eles tenham contato com morcegos ou outros animais silvestres. Além de proteger os próprios animais, esses cuidados ajudam a reduzir os riscos para toda a comunidade”, reforça Jefferson Leite.
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Mogi das Cruzes disponibiliza a vacina antirrábica de forma gratuita durante todo o ano. A aplicação é recomendada para filhotes a partir dos três meses de idade, com reforço anual obrigatório.
Os tutores interessados podem comparecer diretamente à sede do CCZ, localizada na Rua Julio Mobaid, s/nº, Vila São Francisco, de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30.
Principais recomendações de segurança e prevenção:
- Evite o toque: Jamais manipule morcegos ou outros mamíferos silvestres, estejam vivos ou mortos.
- Mantenha os pets protegidos: Garanta que a carteirinha de vacinação antirrábica de cães e gatos esteja sempre atualizada.
- Evite o livre acesso: Não permita que animais domésticos brinquem ou entrem em contato com fauna silvestre.
- Procedimento em caso de acidente: Se ocorrer qualquer mordida, arranhadura ou exposição suspeita, lave o local imediatamente com água e sabão em abundância e procure atendimento médico de urgência.
- Comunique as autoridades: Ao deparar-se com animais silvestres em situações atípicas, isole a área, mantenha distância e informe os órgãos competentes da Prefeitura.
Crédito de foto: Divulgação/PMMC


