Operação conjunta interrompeu construções ilegais, desmatamento e comercialização irregular de terrenos na Vila Ipelândia.
Uma ofensiva interinstitucional deflagrada nesta segunda-feira (28/09) barrou o avanço de um parcelamento clandestino do solo em Suzano. A força-tarefa, conduzida pelo Grupo de Fiscalização Integrada do Alto Tietê Cabeceiras (GFI-ATC) em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, atuou em uma propriedade situada no cruzamento das estradas Watanabe Santi e Keida Harada, no bairro Vila Ipelândia, distrito de Palmeiras.
O perímetro fiscalizado abrange cerca de 65 mil metros quadrados em plena Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais (APRM-ATC). Técnicos constataram desrespeito a um embargo prévio emitido pelo município, além de terraplanagem não autorizada, supressão de vegetação nativa, ligações clandestinas de energia e início de obras residenciais sem rede de saneamento básico ou água tratada.
Por se tratar de zona rural, o fracionamento infringe o módulo mínimo estabelecido pelo Incra (de 20 mil metros quadrados) e carece de licenças da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A inspeção reuniu a diretora de Fiscalização e Controle Ambiental, Solange Wuo, o Grupamento de Proteção Ambiental (GPA) da Guarda Civil Municipal, a Polícia Militar, a concessionária EDP São Paulo e representantes do Creci-SP para coibir fraudes imobiliárias.
Diante do flagrante, a administração municipal formalizará representação junto à Cetesb para aplicação de multas rigorosas aos proprietários e intermediadores já identificados. Paralelamente, a Secretaria de Assuntos Jurídicos prepara as peças judiciais cabíveis para a reparação dos danos ecológicos.
O secretário de Meio Ambiente, André Chiang, enfatizou o papel preventivo e pedagógico das vistorias integradas:
“Essas operações são essenciais para evitar que ocupações irregulares avancem sobre áreas sensíveis e de mananciais. A atuação conjunta permite interromper rapidamente as irregularidades, protegendo o meio ambiente e também evitando prejuízos à população, que, muitas vezes, acaba sendo vítima de vendas ilegais de terrenos.”
Crédito da foto: Anderson França / Secop Suzano


