Ação conjunta resgatou 170 acolhidos em Palmeiras, apreendeu 10 mil remédios e resultou na prisão de dois suspeitos por maus-tratos.
Uma megaoperação deflagrada pela Prefeitura de Suzano mobilizou a Vigilância Sanitária, a Guarda Civil Municipal (GCM) e o 1º Distrito Policial para fechar quatro comunidades terapêuticas clandestinas e uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) no distrito de Palmeiras. A intervenção garantiu a salvaguarda de 170 pessoas que viviam sob condições degradantes e sem amparo médico.
A ofensiva apreendeu cerca de 10 mil comprimidos — sendo 3,3 mil de tarja preta ou uso controlado —, além de 300 quilos de alimentos impróprios para consumo. Dois indivíduos responsáveis por uma das unidades foram presos em flagrante sob suspeita de tortura contra os internos. Durante a checagem das fichas cadastrais, as autoridades também localizaram dois foragidos da Justiça e acolheram um menor de idade com suporte da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social.
O cenário mais crítico ocorreu na Estrada do Koyama, onde 61 pessoas estavam trancadas em um galpão principal enquanto o encarregado permanecia em outro prédio. A equipe encontrou fiação exposta, colchões jogados no chão com mofo, receitas médicas carimbadas em branco e ausência total de alvará. Vistorias nos bairros Recanto São José, Chácara São Judas Tadeu, Jardim São Marcos e Chácaras Casemiro revelaram superlotação severa, medicamentos guardados debaixo de camas e falta de saneamento básico.
A diretora da Vigilância Sanitária, Carmen Lucia Lorente, e os secretários William Harada (Saúde) e Francisco Balbino (Segurança Cidadã) destacaram que a pronta resposta intersetorial buscou estancar riscos imediatos à integridade física dos acolhidos, assegurando o retorno seguro de cada indivíduo às famílias.
Denúncias sobre locais clandestinos podem ser formalizadas na Ouvidoria Municipal pelo telefone 0800-774-2007 ou pelo e-mail ouvidoria@suzano.sp.gov.br.
Crédito da foto:
Luana Bergamini / Secop Suzano


