Encontro no Viveiro Municipal Tomoe Uemura reuniu especialistas para formular incentivos econômicos a quem preserva mananciais e áreas verdes.
A formulação de mecanismos sustentáveis que aliem desenvolvimento socioeconômico e preservação ecológica ganhou novo impulso em Suzano. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente promoveu, no Viveiro Municipal Tomoe Uemura, a segunda rodada de oficinas voltadas à estruturação do programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).
O instrumento regulatório prevê a compensação e o incentivo financeiro a proprietários de terras, agricultores familiares e comunidades rurais que adotam medidas ativas de conservação, recomposição de cobertura vegetal e recuperação hídrica. A política pública ganha relevância estratégica na cidade especialmente na região de Palmeiras, que abriga áreas essenciais de proteção e recuperação de mananciais.
Além do ganho ecológico direto, a consolidação do PSA atua como barreira socioeconômica contra o parcelamento irregular do solo, estimulando a permanência dos produtores no campo e complementando as ações fiscalizatórias da administração pública.
A mesa de debates reuniu o corpo técnico da gestão municipal — incluindo a diretora de Fiscalização e Controle Ambiental, Solange Wuo, o engenheiro agrônomo Pedro Lopes Garcia, a engenheira florestal Tatiana Luz da Cunha e a engenheira ambiental Mariana Ferreira da Trindade —, além de parceiros do terceiro setor e de extensão rural, como Lucas Afonso (The Nature Conservancy – TNC), o ambientalista Ricardo Moscatelli e Felipe de Almeida (CATI).
Segundo a diretora Solange Wuo, a articulação interdisciplinar assegura regras sólidas e exequíveis para contemplar os ecossistemas mais sensíveis do município. O titular da pasta, André Chiang, enfatizou que o programa fortalece o diálogo entre o poder público e o setor rural, transformando o cuidado com as florestas e a água em valor compartilhado para toda a população suzanense.
Crédito da foto:
Luana Bergamini / Secop Suzano


