Comunidade mogiana e magistratura gaúcha prestam últimas homenagens à juíza Mariana Francisco Ferreira em cerimônia marcada por forte emoção.
A cidade de Mogi das Cruzes acompanhou, sob forte consternação, o sepultamento da juíza Mariana Francisco Ferreira, realizado no Cemitério da Saudade. A magistrada, que atuava na Vara Criminal de Sapiranga (RS), faleceu aos 32 anos após complicações de um procedimento de coleta de óvulos. O caso, registrado inicialmente como morte suspeita e acidental, segue sob análise das autoridades competentes para esclarecer a cronologia dos fatos e os protocolos adotados.
Dinâmica do atendimento e suporte médico
De acordo com os registros oficiais, Mariana realizou o procedimento na manhã da última segunda-feira (4) em uma clínica especializada. Após a alta inicial, a paciente apresentou um quadro de dores agudas e retornou à unidade, onde foi constatada uma intercorrência hemorrágica.
A Clínica informou, por meio de nota oficial, que seguiu rigorosamente os protocolos técnicos de emergência assim que os primeiros sinais foram detectados. Segundo o estabelecimento, a juíza foi transferida para suporte hospitalar com o acompanhamento direto do médico responsável, reiterando que todo ato médico possui riscos intrínsecos, apesar do cumprimento das normas regulatórias.
Cuidados intensivos e notas oficiais
Ao dar entrada no Hospital e Maternidade Mogi Mater, Mariana foi prontamente encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A instituição hospitalar destacou que mobilizou todos os recursos assistenciais e equipes de pronto-atendimento para estabilizar o quadro clínico da paciente. Infelizmente, após uma evolução grave e paradas cardiorrespiratórias na madrugada de quarta-feira (6), o óbito foi confirmado.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) decretou luto oficial de três dias, exaltando o zelo e o comprometimento de Mariana com a magistratura. Amigos e familiares descreveram a juíza como uma profissional brilhante que planejava o futuro com cautela e dedicação.
Busca por esclarecimentos
A Polícia Civil investiga se houve falha no atendimento ou se a fatalidade decorreu de uma complicação médica imprevisível. As instituições envolvidas declararam estar colaborando integralmente com as autoridades para que os fatos sejam elucidados com a transparência necessária, respeitando o sigilo médico e a dor da família.


