Mogi das Cruzes

Mogi das Cruzes Planta 53 Mudas de Árvores Nativas para Proteção de Mata Ciliar

Iniciativa integrada ao Programa Brotos de Mogi reforça compromisso com arborização urbana e mitigação de impactos climáticos


A Secretaria Municipal do Clima e Meio Ambiente consolidou esta semana uma ação de recuperação ecológica nas margens do Córrego Bento, na região da Ponte Grande. O plantio de 53 mudas de espécies arbóreas nativas materializou compromisso com proteção de mata ciliar—estrutura vegetacional crítica que funciona como camada protetora de cursos hídricos. A iniciativa insere-se no “Projeto Protegendo Águas”, componente do abrangente “Programa Brotos de Mogi”, política pública de arborização municipal.

Relevância ecossistêmica: mata ciliar como proteção hídrica

Patricia Cesare, secretária municipal do Clima e Meio Ambiente, contextualizou a importância funcional da ação. “A mata ciliar exerce papel homólogo aos cílios que protegem nossos olhos—atua como barreira protetora de cursos d’água, evitando assoreamento, erosão e contaminação. O Córrego Bento, como afluente do rio Tietê, requer essa proteção para manutenção de integridade ecossistêmica”, explicou.

Diversidade de espécies e procedência sustentável

Ricardo Moscatelli, diretor de Sustentabilidade da Secretaria Municipal de Clima e Meio Ambiente, detalhou composição botânica do plantio. As 53 mudas abrangem espécies selecionadas: paineira (estrutura arbórea de grande porte), ipê (madeira nobilitada), sangra d’água (cicatrização rápida), jequitibá (enraizamento profundo) e palmeira gerivá (diversificação estrutural), entre outras. Todas originam-se do Viveiro Municipal, equipamento que mantém aproximadamente 4 mil mudas de espécies arbóreas nativas da Mata Atlântica—bioma estratégico de relevância global.

Articulação com política municipal de arborização

O “Programa Brotos de Mogi” integra-se ao “Plano Municipal de Arborização Urbana”, estratégia que transcende simples plantio pontual. Os objetivos amplos abrangem: expansão de cobertura vegetal municipal, provisão de conforto térmico (redução de ilhas de calor urbano), criação de habitats naturais para avifauna local, e embelezamento estético-paisagístico de territórios. Moscatelli informou que iniciativas de plantio distribuem-se por múltiplos pontos urbanos, consolidando abordagem transversal.

Acesso democrático: sistema de doação baseado em circularidade

Uma dimensão particularmente inovadora caracteriza o programa: o Viveiro Municipal disponibiliza mudas à população mediante modelo de economia circular. Cada cidadão interessa recebe acompanhamento técnico de especialistas do viveiro durante processo de plantio. A contrapartida comunitária requerida estabelece-se em termos acessíveis: doação de 1 quilograma de materiais recicláveis devidamente limpos, incentivando simultaneamente educação ambiental dupla (arborização + reciclagem).

Diversificação de oferta: árvores utilitárias e ornamentais

O Viveiro Municipal não se restringe a espécies exclusivamente ornamentais. Oferece igualmente árvores frutíferas nativas, expandindo potencialidade de segurança alimentar doméstica e reforçando laços entre comunidade e floresta urbana. Essa diversificação reflete visão ecossistêmica que ultrapassa paisagismo, propondo regeneração ecológica multifuncional.


Crédito das fotos: Divulgação/PMMC

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